15 de janeiro de 2026 às 15:24

Fear of the Pix: Polícia de SP faz operação contra venda de ingressos falsos para o Iron Maiden

Grupo suspeito de aplicar estelionato eletrônico usava um site imitando exatamente a página da bilheteria digital oficial dos shows

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo mira um grupo suspeito de aplicar estelionato eletrônico por meio da venda de ingressos falsos para o show do Iron Maiden.
A ação, chamada "Fear of the Pix" (em referência ao hit "Fear Of The Dark"), acontece nesta quinta-feira (15) e cumpre cinco mandados de busca e apreensão no Tatuapé, na zona leste da capital, e em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Os mandados são executados nas sedes de duas empresas investigadas e em endereços ligados aos sócios. Até o momento, foram apreendidos 13 relógios, três veículos de luxo, R$ 11 mil em espécie, seis computadores e documentos que serão analisados no inquérito.
Segundo a corporação, os suspeitos utilizavam um site para vender ingressos falsos para os shows do Iron Maiden em São Paulo, que ocorrem nos dias 25 e 27 de outubro deste ano, com valores entre R$ 200 e R$ 700. O site imitava exatamente a página da LivePass, bilheteria digital oficial do concerto, levando internautas ao engano.
A apuração começou em dezembro de 2025, após um homem procurar a delegacia relatando ter caído em um golpe; as investigações indicaram que uma das vítimas realizou um PIX de R$ 690,00 no site fraudulento. Ao buscar a plataforma verdadeira, a vítima percebeu que havia acessado uma página clonada.
De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro foi destinado à empresa Rede Serviços Financeiros Ltda., com intermediação da Hyper Wallet IP Ltda, que não teria bloqueado nem estornado o valor mesmo após aviso imediato sobre a fraude.
As diligências também apontaram que as empresas citadas têm constituição recente, mudanças societárias consideradas suspeitas e acúmulo de reclamações por casos semelhantes.
"É uma reprodução muito idêntica ao site original. A pessoa tem que estar sempre atenta à grafia na página de endereçamento. Eles sempre trocam ou invertem as palavras. São nesses mínimos detalhes que é possível diferenciar o verdadeiro do falso", informou o delegado-titular do 42º DP, Alexandre Bento.
O caso é investigado como associação criminosa voltada ao estelionato eletrônico.

Fonte: Vagalume

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