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Polícia de Mococa prende falsos advogados que aplicavam golpes na região

Ação apelidada de “Fake Lawyer” cumpriu mandados de prisão e busca em São Paulo; criminosos usavam nome de advogada de Mococa para estelionato.

Polícia de Mococa prende falsos advogados que aplicavam golpes na região
Polícia de Mococa prende falsos advogados que aplicavam golpes na região (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Mococa deflagrou nesta quinta-feira (11) a “Operação Fake Lawyer” (Falso Advogado) na capital paulista. A ofensiva teve como objetivo desarticular um esquema criminoso de estelionato que vinha fazendo vítimas na região.

A operação contou com o apoio estratégico da Delegacia Seccional de Casa Branca — mobilizando policiais de São José do Rio Pardo, Tapiratiba, Caconde e Tambaú, além do suporte do GARRA (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) de São Paulo. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária.


As investigações começaram em março deste ano. A polícia descobriu que os golpistas utilizavam indevidamente o nome de uma advogada real, que atua em Mococa, para enganar as vítimas e aplicar os golpes. Pelo menos três tentativas de estelionato foram formalmente registradas na região.

Por meio de técnicas de inteligência, como a quebra de sigilo telefônico e monitoramento velado, os investigadores identificaram os líderes do esquema: dois jovens que operavam as fraudes diretamente da cidade de São Paulo.

Os dois suspeitos foram presos e, durante as buscas em suas residências, os policiais apreenderam celulares, computadores; e tablets.


Em uma análise preliminar nos aparelhos, a polícia encontrou conversas e arquivos que comprovam os crimes. O material também revelou a identidade de outros integrantes da organização criminosa. Agora, a Polícia Civil vai expandir as investigações e planeja uma segunda fase da operação para capturar e prender o restante do bando.


Como funciona o golpe?

O esquema geralmente começa com o acesso indevido a informações públicas de processos judiciais. De posse desses dados, os golpistas entram em contato com a vítima se passando por advogados reais, usando inclusive fotos e logotipos oficiais extraídos de redes sociais ou sites jurídicos. Com discursos convincentes, prometem liberação de valores de ações judiciais em troca de depósitos antecipados via Pix, geralmente sob a justificativa de “impostos” ou “custos processuais”.


As vítimas só percebem o golpe quando, após efetuarem os pagamentos, deixam de receber respostas ou quando tentam confirmar diretamente com o verdadeiro advogado envolvido na causa.

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