cover
Tocando Agora:

Funcionário do IML é preso suspeito de fazer Pix de R$ 7 mil de motociclista morto para a própria conta

O crime foi descoberto pela viúva da vítima após notar a movimentação financeira; atendente de necrotério teria quebrado o celular do falecido para esconder o crime.

Funcionário do IML é preso suspeito de fazer Pix de R$ 7 mil de motociclista morto para a própria conta
Foto:Divulgação Prefeitura de Santos

A Corregedoria da Polícia Civil prendeu preventivamente o atendente de necrotério Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos. Ele é o principal suspeito de utilizar o celular de um motociclista que havia acabado de falecer para transferir R$ 7 mil via Pix para a sua própria conta bancária. O caso ocorreu no Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral paulista.


O crime veio à tona após a viúva da vítima identificar o desfalque na conta bancária do marido e denunciar o funcionário público. Daniel agora está sendo investigado por quatro crimes:


Peculato;


Furto;


Fraude eletrônica;


Destruição de vestígios probatórios (provas).


A cronologia do crime

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela viúva, o cruzamento de horários do acidente e da transferência bancária foi fundamental para expor a fraude:


03h26: O corpo do motociclista Hevert Nascimento Souza dá entrada no IML de Santos, após um acidente fatal na Avenida Mário Covas.


06h49: A transferência de R$ 7 mil é realizada pelo aplicativo do banco no celular da vítima para a conta do atendente.


09h00: A família recebe as primeiras informações sobre o acidente do rapaz.


11h00: Os familiares chegam ao local e fazem o reconhecimento oficial do corpo.


Destruição de provas

Segundo as investigações da Polícia Civil, além de efetuar o Pix de forma ilegal aproveitando-se do acesso aos pertences do falecido, o funcionário teria danificado propositalmente o celular da vítima antes de devolvê-lo aos familiares. A suspeita é de que ele tentou apagar os rastros digitais e impedir o acesso ao aplicativo do banco.


Com a prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido da Corregedoria, o atendente de necrotério permanece preso e afastado de suas funções enquanto o inquérito é concluído.

Comentários (0)